Acre tem mais de 1,3 mil notificações de casos de síndromes respiratórias em 5 meses; Saúde faz alerta

  • 02/06/2026
(Foto: Reprodução)
Sesacre emite alerta na saúde após aumento de notificações de doenças respiratórias Entre janeiro e maio deste ano, o Acre somou mais de 1,3 mil notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Foram 1.303 casos notificados até o dia 23 de maio. Conforme a Vigilância Epidemiológica, o número de notificações neste período aumentou mais de 31% em relação a 2025, quando foram registradas 989. Os casos notificados este ano também são maiores que os registros de 2024, um total de 1.029. O levantamento aponta maior circulação de vírus respiratórios como influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, adenovírus e metapneumovírus nesse período do ano. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp As informações baseiam-se em dados coletados nas quatro Unidades Sentinelas para Síndrome Gripal no estado acreano: UPA do 2º Distrito em Rio Branco, Hospital Raimundo Chaar em Brasiléia, UPA Jacques Pereira em Cruzeiro do Sul e UBS Maria de Fatima em Plácido de Castro, além das unidades de internação para SRAG. Por conta desse aumento, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) emitiu nessa segunda-feira (1º) um alerta epidemiológico com objetivo de reforçar a importância de medidas de prevenção, da vacinação e da identificação precoce dos sintomas respiratórios, principalmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com maior vulnerabilidade. O alerta epidemiológico recomenda também a atualização da vacinação, higienização frequente das mãos, uso de máscara por pessoas com sintomas gripais e evitar levar crianças doentes para escolas e creches. Além disso, a recomendação também inclui manter os ambientes ventilados e buscar atendimento médico em caso de sinais de agravamento. Acre tem aumento no casos de síndromes gripais Shutterstock Distribuição de casos De acordo com a Sesacre, crianças menores de 2 anos seguem entre os grupos que mais precisam de atenção, principalmente devido aos casos de bronquiolite associados ao vírus sincicial respiratório (VSR). Somente este ano, foram mais de 350 notificações de casos nesta faixa etária. Já entre crianças de até 9 anos e idosos acima dos 60 anos há aumento nos quadros de pneumonia e complicações respiratórias que podem exigir acompanhamento hospitalar. Veja abaixo a distribuição de casos entre as faixas etárias: Gráfico mostra casos de síndromes respiratória aguda por faixa etária Reprodução LEIA TAMBÉM: Acre tem 80% de cobertura vacinal contra vírus respiratório em gestantes e aplica mais de 4,7 mil doses Acre inicia vacinação contra vírus sincicial para gestantes após receber 3,8 mil doses: 'Cuidado extra' Acre apresenta alto risco para casos de síndromes gripais, alerta Fiocruz A pasta destaca que as unidades de saúde do estado ainda conta com imunização contra o VSR, destinada exclusivamente para gestantes, e aplicação de imunoglobulina contra o vírus para bebês prematuros nascidos a partir de abril de 2026. A vacinação contra a gripe também continua disponível para o público em geral em todo o Acre. 🦠 O VSR é um dos principais responsáveis por casos graves de síndrome respiratória em recém-nascidos e crianças pequenas. A imunização protege o bebê ainda durante a gestação, por meio da transferência de anticorpos da mãe para a criança pela placenta. UTIs lotadas Conforme o monitoramento, o aumento de notificações gerou um impacto direto na rede de alta complexidade do estado. O serviço de regulação de leitos aponta que quase não há vagas nas UTIs e enfermarias. UTI Pediátrica 1 - 91,9% de ocupação UTI Pediátrica 2 - 89,2% de ocupação Enfermarias infantis - 87,7% de ocupação Sobre as mortes, a Vigilância Epidemiológica foram registrados 37 óbitos por SRAG até o final de maio. Do total, 14 eram crianças, sendo destes 7 menores de 2 anos de vida tendo como causas principais a bronquiolites e a pneumonia. Onze idosos também perderam a vida por conta das síndromes respiratórias. Confira abaixo: Gráfico mostra o quantitativo de mortes registradas em 2026 Reprodução Cobertura vacinal na capital Em entrevista à Rede Amazônica, o secretário municipal de saúde, Rennan Biths, falou sobre as ações desenvolvidas pela pasta para combater e prevenir as síndromes respiratórias na capital acreana. “Cabe a gente esse trabalho da promoção da vacinação, da imunização. Prevenir é a melhor estratégia. Então, temos avançado muito com a questão da cobertura vacinal da influenza, que tem como público-alvo toda a população a partir de seis meses de idade”, disse. De acordo com o secretário, a capital acreana tem uma cobertura vacinal de aproximadamente 40% da população que já foi vacinada neste ano. “Que é essa população justamente maior que seis meses de idade. A gente tem feito um esforço muito grande, algumas campanhas, as nossas unidades de saúde da família e as unidades de referência de atenção primária, estão espalhadas por toda a nossa capital, têm feito um trabalho muito intenso”, detalhou. Cobertura vacinal de gestantes contra VSR é de 1005 na capital acreana Divulgação Prefeitura de Campo Grande Ainda de acordo com Biths, o objetivo é chegar, até o final do ano, com mais de 90% da população vacinada. “Esse é o nosso desafio e objetivo. Então, assim, se a gente comparar com os anos anteriores, estamos nesse momento do ano, dentro de um parâmetro aceitável. Inclusive, temos acompanhado esses indicadores diariamente e isso tem se mostrado satisfatório, mas sempre com essa programação de chegar até o final do ano no percentual maior do que 90%”, afirmou. Além disso, a imunização em específico de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR) está com cobertura vacinal de 100%. “Todas as gestantes, que têm realizado o pré-natal dentro da rede, estão fazendo essa vacina. É uma forma de proteger a mãe, mas principalmente o bebê. Um dos principais motivos de internação de crianças com problema respiratório hoje é a bronquiolite, causada especificamente decorrente do vírus sincicial respiratório. Então, para esse público também, para os recém-nascidos, temos feito esse trabalho”, informou. Vacinação é uma das principais formas de prevenção das síndromes respiratórias Asscom/Semsa Rio Branco Diferença entre gripe, resfriado e bronquiolite Diante do aumento dos casos de SRAG, é importante reconhecer os sinais e os sintomas das principais doenças respiratórias que circulam neste período do ano. Como forma de prevenção e cuidado, também é importante identificar, de forma correta, cada doença para que, assim, possa procurar atendimento médico. Portanto, como identificar? Resfriado: É uma infecção respiratória geralmente leve e de curta duração. Os sintomas mais comuns incluem coriza, espirros, congestão nasal e tosse leve. A febre, quando ocorre, costuma ser baixa, e o estado geral normalmente permanece preservado. Gripe: É causada pelo vírus Influenza, a gripe costuma surgir de forma repentina e apresentar sintomas mais intensos. Febre alta, dores no corpo, cansaço, dor de garganta e tosse persistente estão entre as manifestações mais frequentes. Em alguns casos, pode haver prostração, perda de apetite e agravamento de doenças preexistentes, especialmente em idosos. Bronquiolite: Acomete principalmente bebês e crianças menores de 2 anos, atingindo as pequenas vias aéreas dos pulmões. O quadro geralmente se inicia com sintomas semelhantes aos de um resfriado, mas pode evoluir para um comprometimento respiratório importante, com chiado no peito, dificuldade para respirar e dificuldade para se alimentar. A circulação do VSR, principal agente associado à bronquiolite, tem contribuído para o aumento das internações pediátricas no Acre. Os vírus respiratórios podem causar complicações em idosos e pessoas com comorbidades. Quando buscar atendimento? Em caso de dúvidas sobre a evolução do quadro clínico ou quando os sintomas forem mais intensos; Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção especial, já que apresentam maior risco de desenvolver complicações; No caso de bebês e crianças com suspeita de bronquiolite, é recomendado procurar atendimento o mais rápido possível em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou serviço de urgência, principalmente quando houver dificuldade respiratória, chiado no peito ou recusa alimentar; Independentemente do diagnóstico, é fundamental procurar imediatamente uma UPA ou Pronto-Socorro se a criança ou o idoso apresentar falta de ar, respiração acelerada, afundamento das costelas ao respirar, lábios arroxeados, sonolência excessiva, dificuldade para se alimentar ou febre persistente. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/06/02/acre-tem-mais-de-13-mil-notificacoes-de-casos-de-sindromes-respiratorias-em-5-meses-saude-faz-alerta.ghtml


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